quarta-feira, 20 de junho de 2018

Faz de Conta

Uma das brincadeiras que a Carolina mais gosta é de brincar na casinha que temos no terraço ( já escrevi sobre ela aqui e aqui). Adora brincar ao faz de conta. Faz ó ó aos bebés dela e comidinha a brincar. 

Ontem recebemos algumas coisinhas que eram da prima que fizeram a delicia desta pequena: uma cozinha de brincar cheia de pratinhos, panelinhas, garrafinhas, etc. Acabei por estar eu, o Diogo e a Carolina dentro da casinha a "cozinhar". Afinal, sempre foi o meu sonho ter uma casinha destas e agora já posso brincar com uma (passado 30 anos...).

Não nos importamos nada em receber brinquedos doados, pelo contrário! Se vier um pouco danificado faço um update (como a tábua de passar a ferro que vai ter uma forra nova!) e fica impecável!

É muito importante a brincadeira faz de conta: 

O faz de conta traz benefícios a nível social, emocional, físico e intelectual. Desenvolve habilidades motoras, psicológicas e ajuda a conhecer melhor o que a criança pensa, sente e como ela se expressa perante o mundo. Tenham atenção e observem sempre quando os vossos filhos estão a brincar no "mundinho" deles. Têm muito a dizer. 


Eu brincava imenso ao faz de conta. Um dia era cozinheira com um restaurante, outro dia andava a vender casas, outro era professora. Talvez por isso tenha um cérebro as vezes demasiado criativo! 





A caminha das bonecas e a mesa com cadeiras são do Ikea. A cama custa 15,00€ e a mesa com 2 cadeiras custam 20,00€.


(A maquina de lavar roupa foi feita por mim há uns meses com cartão K-Line. Com pouco dinheiro fiz um brinquedo...)

 Ao que gostavam de brincar quando eram crianças?

terça-feira, 19 de junho de 2018

Pãezinhos de batata doce



Pãezinhos de batata doce
(sem glúten)


Estes pãezinhos são super fáceis de fazer e muuiiiiitooooo saborosos!
Esta quantidade dá para cerca de 10 pãezinhos pequenos mas... desaparecem num instante.


400g batata doce cozida
140g polvilho azedo
60g polvilho doce
1 colher chá rasa de sal
6 colheres de sopa de azeite ou outro óleo


Juntar os polvilhos e o sal numa taça. Verter o óleo e mexer bem. Esmagar a batata doce com um garfo, ou triturar, e juntar às farinhas. Amassar bem.
Pré aquecer o forno a 180°.
Formar pequenas bolas com a massa e colocar no forno por 35 - 40 minutos. 
Está pronto! Bom apetite!


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Vai e Vem


A última vez que fomos à biblioteca municipal (podem ver aqui) foi antes da entrada do Diogo na pré-escola. Na pré, todas as semanas trazia um livro para casa para lermos com ele e fazer um desenho sobre o tema. O desenho sempre foi a parte difícil...mesmo com muita insistência (e paciência) nossa.



O gosto pela leitura foi por nós incentivado desde que era da idade da irmã. Primeiro com pequenos livros de imagens e depois com histórias. Todos os dias nos pede para lermos um livro. Com isso temos agora uma estante cheia de livros que já lemos várias vezes como devem imaginar. 

Com o fim da escola lembrei-me de manter esta tradição de trazer e levar livros indo com ele à biblioteca. 




A biblioteca tem livros para todas as idades além de brinquedos e jogos.


Fizemos os dois inscrição e podemos trazer até 5 livros durante 15 dias renováveis por mais 15. A escolha é imensa e desta forma além de se divertirem uns momentos na biblioteca acabamos por poupar dinheiro ao comprar sempre livros novos. 

Trouxemos três livros:




Já os tínhamos namorado na Fnac. A Rainha das Cores já o lemos três vezes desde que o trouxemos da biblioteca, é mesmo muito giro!



E vocês? Há quanto tempo não vão à biblioteca?


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Actividades de Verão

As férias estão quase a começar e não é o nosso objectivo deixar os miúdos em frente à televisão e por isso criei uma lista e actividades a fazer com eles:

Andar de eléctrico
Ir ao jardim botânico
Observar as estrelas
Fazer um piquenique
Brincar no parque
Fazer bolas gigantes de sabão
Deitar na relva e observar as formas das nuvens
Ver o pôr do sol na praia
Ir ao mercado comprar legumes e fruta
Pintar com os dedos em papel de cenário
Ir à biblioteca 
Visitar um museu/exposição
Apanhar conchas na praia
Caminhar na natureza 
Desenhar com giz no chão
Plantar flores e legumes
Fazer bolachas 
Jogar bowling
Fazer pizza
Jogar jogos de tabuleiro 
Visitar um aquário 
Visitar o zoo/quinta pedagógica
Fazer um papagaio de papel
Jogar mini golfe
Andar de bibicleta/trotinete


Têm alguma sugestão a acrescentar?

Acho que vou imprimir e colar na parede para irmos riscando o que já fizemos! Que acham?


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Estes dias













No parque. Oculos da Minnie. Lembrou-se de ser bebé. Já come sozinha. Presentes no trabalho. Fruta, iogurte e granola. Adoro este cabelo. Almoço. Adora Legos. Está cada vez mais bonita. Selfie.

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Hábitos para ser feliz

Já passei por um esgotamento. Estava a acabar a faculdade e foram vários os factores que me fizeram ficar doente. Não se deixem enganar, o esgotamento é mesmo uma doença. Não se vê mas está lá. Pelo que nos últimos anos, principalmente desde que fui mãe, mudei um pouco a minha filosofia de vida. Tento viver menos ansiosa e não sofrer por antecipação, que foram duas das causas a levarem-me ao fundo. Vou vivendo o dia a dia calmamente e não deixo de lado os seguintes hábitos:

- Passar tempo ao ar livre - como já repararam gostamos de sair de casa, nem que seja a metros de distância. Apanhar sol e ar fresco é uma terapia. Fechem os olhos e ouçam os pássaros e o sussurrar das folhas das árvores; 
- Dormir o mais horas possível - tanto nós como as crianças. Ás vezes parece impossível é verdade mas tento descansar o mais que possa. Não dormir deixa o cérebro cansado e doente;
- Meditar - fechar os olhos e desligar de tudo;
- Ter um hobby - desenhar, pintar, correr, ler... algo que gostemos muito. Ocupa a mente e não nos deixa pensar em coisas negativas;
- Ouvir musica - adoro ouvir Lorenna Mckennit por exemplo, é um som calmo e relaxante;
- Ser grata - agradecer pelo que temos todos os dias e dar valor a isso mesmo. Há pessoas em péssimas condições pelo mundo; Um ótimo exercício é registar num caderno o que somos gratos;
- Não falar de trabalho em casa - uma das coisas que eu e o meu marido fazemos é não falarmos de trabalho em casa. Quando saímos do posto de trabalho temos que ficar offline;
- Apreciar as pequenas coisas - momentos com os nossos filhos, um sorriso, uma semente a germinar, um abraço, um agradecimento;
- Ser minimalista - não precisamos de montes de tralha em casa. Quanto menos tivermos melhor acreditem. Um espaço clean é bem melhor que a confusão; o cérebro fica mais limpo também;
- Ter uma alimentação saudável - com uma boa alimentação a nossa disposição muda para melhor. Sentimos mais energia e vontade de viver e sorrir;
- Espalhar amor e alegria - dar mimo e carinho aos que nos rodeiam não só faz sentir os outros melhor e mais felizes como a nós também; Lembrem-se de dizer "Gosto imenso de ti"!
 - Por ultimo:



Estes hábitos ajudam-me a ser melhor e a sentir-me melhor diariamente.
E vocês quais os vossos hábitos para se sentirem bem quando estão a afundar?



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terça-feira, 12 de junho de 2018

Respiramor

- Este post NÃO é patrocinado - 

Encontrei a Respiramor pelas redes sociais e chamou-me a atenção o facto de ser uma marca além de nacional e ainda pequenina, defensora dos direitos dos animais e do estilo de vida Vegan. 



A Joana Barbosa criou a marca em 2016 depois de mudar de filosofia de vida e de passar 

"de uma pessoa negativa e sem auto-estima para uma pessoa positiva e com amor próprio"



 Continuou e bem em 2017 com as linhas  Vegan for Life, Cats Are Awesome e Life is Amazing. 
Com este conceito quer passar mensagens simples e engraçadas ás pessoas, não só sobre a vida, bem estar e gratidão mas também sobre o veganismo através de produtos como t-shirts, canecas, tote bags e planners.

"Quero ajudar a despertar o melhor que as pessoas têm nelas. A sua parte mais grata, mais bonita, mais amante dos animais e do planeta. Porque o mundo pode ser melhor quando respiramos amor. Não achas?"

Eu acho os produtos super giros e engraçados. As Tote Bags são muito giras para irmos ás compras e evitarmos o plástico e as canecas e as tshirts para oferecermos alguém especial ou começarmos o dia bem dispostos. 



Gostaram do conceito?

Podem ver mais em www.respiramor.com

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A dor da amamentação

Contamos com 19 meses de amamentação. Com o Diogo foram 8. Diz mé mé sempre que quer mamar. O Diogo chamava mé mé à chupeta. Há coincidências engraçadas. Ela nunca quis chupeta.

A amamentação com o Diogo aconteceu, ainda que num estado medonho de stress, sem problemas. O Diogo quando nasceu teve que ser internado na neonatologia e então era quase crucial, na minha cabeça, que eu tivesse leite para alimenta-lo. Passado dois dias apareceu, sem dor. A pega foi muito difícil, a mama era imensa para uma boca tão pequena e preguiçosa de sono. Mas insisti e persisti mesmo quando as enfermeiras diziam "vou ali fazer um biberão". Não mamou mais biberão depois de sair do hospital.

A Carolina continua. Mama de manhã e à noite, mesmo depois de um médico ter perguntado:

Está a pensar dar-lhe de mamar até ela ir para a escola e ser gozada pelos colegas? 

(o doutor também tem essa cara e não estou aqui a gozá-lo pois não?)

A Carolina tem 19 meses e segundo a Organização Mundial de Saúde a amamentação em exclusivo deverá ser até aos 6 meses e complementado até aos 2 anos de vida ou mais. Não entendi a dúvida.

Estava eu confiante que ia tudo fluir de maneira muito fácil e até achava estranho quando diziam que amamentar doía imenso. Nunca me doeu, nunca tive gretas, nunca chorei... até ter a Carolina.

No mesmo dia que chegamos a casa senti-me estranha. Tinha uma dor leve no peito e pensei que o leite devia estar a aparecer e fui me deitar porque tinha estado sem dormir 2 noites. Quando acordei não me mexia. Queria me mexer e não conseguia tal era a dor. Chamei pelo meu marido uma, duas, três vezes e nada. Tinha adormecido também e estava tão exausto que não acordava. Fiz um esforço hérculo para me levantar. Tinha febre, tremia e tinha tanto frio como nunca tive. Chamei, chamei até que não aguentei mais de dor e chorei tudo que tinha a chorar. Foi absolutamente horrível. 

O leite era imenso, não havia maneira de sair e estava prestes a ir novamente para o hospital com mastite se não tivesse tido a ajuda da Mãe Carla (doula). A minha solução foi meter-me na banheira com água quente a correr e com as mãos massajar as mamas e retirar todo leite. Tive duas horas debaixo de água, a chorar de dor, com o corpo dorido e numa tristeza descomunal. Precisava urgentemente dormir. Passo seguinte: gelo. Meter gelo no peito depois da água quente. O gelo faz a produção parar. Assim fiz algumas vezes até estabilizar. 

Nunca em toda a minha vida pensei que esta situação fosse possível e por isso alerto a todas futuras mães, tenham cuidado e estejam alerta aos sinais. Façam como eu fiz caso passem por algo semelhante e por favor: não desistam. Amamentar é uma bênção.  

Já passaram por isto? Amamentaram ou pensam fazê-lo?


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domingo, 10 de junho de 2018

Brincar sem sujar

Sentei-me a vê-los brincar. É costume irmos imensas vezes ao parque e desde que a Carolina descobriu a caixa de areia que passou a ser o divertimento favorito. Vamos carregados de baldes e pás não vão outras crianças querer partilhar da brincadeira. Chegam a medo... mas depois estão em família. Não há nada melhor que brincar ao ar livre. 


E nos dias de chuva? Será que correr e brincar na chuva fará assim tão mal? Não me parece.

  É bom para eles e é bom para nós. Podem correr à vontade, fazem amizades, reencontram colegas. Socializamos. E se chover... umas galochas, uma capa e um banho quente no fim do dia.


A Carolina brinca com o balde e a pá, o Diogo com o camião de areia. Estou sentada ao pé deles deliciada com esta imagem quando reparo numa senhora que andava pelo parque agarrada à sua mala, sapato de salto e saia, mas logo desviei o olhar para uma menina com um lindo e longo cabelo castanho que me fez lembrar a mim, quando tinha a mesma idade. Estava de vestido, meias e sabrinas. Começou a medo e com curiosidade a caminhar para junto de nós e eu sorri-lhe como que a convidar para brincar. 

"Nem penses ir para aí! Vais te sujar toda!" 

A menina voltou para junto da mãe com uma cara tão triste que me partiu o coração.

A minha pergunta é: qual é o problema? Qual é a ideia desta mãe levar a criança para um parque e não deixa-la brincar com outras crianças com medo que se suje? Porquê?

Claro que se vai sujar. Vai rasgar as meias, amassar as sabrinas, meter areia no cabelo. As crianças não são manequis de loja. Não andam aqui para ficarem bem na fotografia. As crianças precisam de saltar, correr, brincar e de se sujar. 

Para a próxima querida mãe da malinha, traga uma roupa extra. Umas leggins e uma tshirt não pesam no saco e garanto-lhe: vai oferecer uma boa memória à sua filha. 


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Ruguinhas

- Este post não é patrocinado, é uma divulgação de alguns produtos que uso diariamente -




Sempre fui preguiçosa em relação a cremes, porém, aquela carinha de bebé já se foi. Tenho que abraçar a ideia que envelhecemos e a pele precisa de uma ajudinha. Tenho algumas amigas especialistas em pele duas das quais representantes da marca Rituals que tem sido a minha escolha para produtos de banho, esfoliantes e ambientadores. A linha que mais gosto é a The Ritual of Happy Budda com aroma de laranja e cedro. Não se deixem enganar, não cheira nada a laranja ou a cedro, cheira maravilhosamente bem. Se passarem por uma loja metam lá o nariz que não se vão arrepender! 

É uma linha "Inspirada num monge cujo sorriso lendário levava a felicidade aonde quer que fosse, a coleção The Ritual of Happy Buddha foi criada para dar um estímulo de otimismo ao corpo e à alma. Com os aromas da laranja doce e da madeira de cedro, todos os produtos que relançámos da coleção de casa e de corpo põem um sorriso radiante no seu rosto. Descubra esta coleção revigorante e espalhe a alegria vá aonde for e faça o que fizer."

Para o rosto comprei um creme noite anti-age (vou ali chorar um bocadinho...) e estou a experimentar um protector solar que passo antes da base. Segundo as especialistas as manchas que estão a aparecer são do sol (sol?onde??) e será a melhor escolha.

Tenho então feito um sacrifício enorme em não me esquecer de usar estes produtos, além da espuma de banho claro (eu tomo banho tá?) para que a minha cara não envelheça a passos largos. 

Além disto tudo, a Rituals é uma marca que não testa os seus produtos em animais o que é bastante importante.

Têm também uma linha de criança que ainda não comprei mas estou tentada a experimentar dado que  segundo analisei a Klorane, produtos usados nos miúdos cá em casa, não é amigo dos animais.

Já conheciam? Usam cremes ou são tão preguiçosas como eu?



quinta-feira, 7 de junho de 2018

Parque S. Roque

No sábado fomos até ao Parque de S. Roque no Porto festejar o dia da criança. Nunca tinha lá ido e achei muito giro além de todas actividades a decorrer. Haviam cantos da pintura, jogos tradicionais, meditação, fotografia, artesanato, música,... e tudo oferecido pela Câmara Municipal do Porto. Foi uma tarde diferente. 

Caso queiram conhecer o parque tenham em atenção que fica num declive e por isso depois de descer... terão que subir. Os meus braços não eram os mesmos no dia a seguir por ter carregado os 10kg da Carolina. Valeu o exercício físico!









quarta-feira, 6 de junho de 2018

Estamos no facebook (finalmente...)

Queridos leitores o blog já tem Facebook a pedido de várias famílias (que exagero!!! Foi tipo uma ou duas pessoas...)

 Podem fazer like aqui!


Mãe Carla

#maesinspiradoras



A Carla é daquelas pessoas que nos fazem bem. É uma mulher que inspira porque é lutadora pelos interesses da mulher, do nosso bem estar. É Doula, Vegan, defensora da amamentação, dos direitos da mulher no parto e apologista da Educação Doméstica.


"Antes de ser mãe, nunca questionei o sistema. Assumi que teria de cumprir uma certa sequência; ter o bebé, seguir com as diretrizes do hospital (isso daria outra história), ficar em casa 4 a 6 meses e voltar a trabalhar enquanto colocaria o meu filho numa creche. Obviamente que ele iria seguir a escola normalmente.
Assumi que iria dormir no quarto dele muito cedo, não pensei demasiado na amamentação porque assumi que era básico, não o ia habituar a manhas e colos e coisas dessas e daria papas e as coisas normais como qualquer mãe. Até então, eu trabalhava com crianças, era o que via à minha volta e assumi sempre como sendo o normal.
Quando engravidei, havia algumas coisas que me faziam click… Eu não queria deixar um filho meu a chorar…queria respeitar as emoções imaturas dele, ser a âncora, a guia. Ao fim ao cabo, quando queremos ser pais, não será para preencher um visto numa coluna de “must do” da vida social…
Comecei por perceber que inundamos os nossos filhos de coisas e mais coisas e mais coisas, para os distrair da nossa presença. Mas eu não queria distrair o meu filho da minha presença, pelo contrário! Eu queria que ele soubesse com segurança, que eu estava com ele.
Esta nossa filosofia confirmou-se, eu e o meu companheiro seguimos o nosso instinto e desligamos os ruídos exteriores. Muita gente chocou, muita gente não entendeu (ou entende). Fomos pais novamente, e na gravidez do meu segundo filhote, as nossas convicções estavam bastante delineadas. Sabia o que precisava e não precisava.
Percebi que afastar o meu filho mais velho, do meu filho mais novo, não era opção e tinha decidido que ia ficar com o meu mais velho (antes de ter o mais novo), até pelo menos aos 3 anos de idade.
Com o tempo, começámos a ver escolas, currículos, funcionamentos das escolas TODAS que tínhamos ao nosso dispor. Percebemos que a única escola que eventualmente estaria perto das nossas filosofias, era bastante cara. Se largasse o trabalho remoto e passasse a trabalhar a tempo inteiro, todo o dinheiro que iria ganhar, seria para pagar as escolas. Eu ia pagar para estar longe dos meus filhos, coloca-los dentro de ambientes com os quais não concordamos, fazer ginástica entre o meu horário e do meu companheiro, eventualmente sobrecarregar os meus pais quando os trabalhos não permitissem ir buscar ou levar os nossos filhos à escola. Pior do que isso tudo…não teríamos tempo em família. Eventualmente as nossas folgas não iam encaixar, estaríamos de folga quando os miúdos estivessem na escola, haveria N dias em que mal os íamos ver e provavelmente, nem férias juntos conseguiríamos ter.
Isto tudo fez imensa confusão nos nossos corações e tomamos a decisão de seguir com o Ensino Doméstico. Ao falar com outras famílias, percebemos que não é fácil. A sociedade não quer pessoas fora da caixa, portanto quando tomamos opções fora da caixa, como que por artes mágicas, surgem imediatamente os apedrejadores da sociedade. Por outro lado, as famílias em ED são uma autêntica comunidade! O espirito de entreajuda é tão grande, que passa para os miúdos. Circulam entre nós coisas (roupas, por exemplo), experiências, estratégias e mais importante, apoio!
Estar em ED é um compromisso enorme e pode ser assustador. Há muitos mitos, muitos obstáculos (que já vão sendo desbravados), há um grande medo do ED de fora para dentro também. Estar a pensar em actividades, considerar os currículos, tratar dos filhos, da casa, das comidas, das compras, da vida normal que qualquer pessoa tem, é desafiante. Dá trabalho, exige bastante atenção, mas ao mesmo tempo, ver como eles acabam por descobrir o que gostam, o que os motiva, a forma sequiosa com que aprendem as coisas, é fascinante. Aprenderem com a vida real, do dia-a-dia, e isso é a cena mais espetacular do ED. Conseguirem “olhar para dentro” e aprender com o que os move, é algo que valorizamos muitíssimo. Ao fim ao cabo, todos somos singulares, todos nos movemos de forma diferente, e esperar que crianças “peixe” subam a uma árvore, ou uma criança “macaco” viva debaixo de água, é irreal.
Temos estrutura, temos grupos de famílias em ED, temos programas, e garantidamente o que não falta, é socialização!
Com outras famílias, criamos um núcleo de famílias em ED na zona de Cascais (apesar de já haver um mais antigo, com meninos mais crescidos). Sincronizámos com a Associação Nacional de Pais em Ensino Doméstico (ANPED), e desenvolvemos um núcleo local com esta associação, que nos permite aceder a uma série de experiências, como museus, teatros, reservas naturais, etc… conseguindo assim ter bastantes experiências em grupo a custo de escola.
No nosso caso, podemos dizer que consideramos o ensino em Portugal, bastante deprimente. Há muitas mudanças a fazer, há muito a fazer pelo ensino no nosso país. Não vamos esperar pela mudança… optámos por ser a mudança. E dentro de todas as mudanças que vão ter de acontecer no paradigma nacional de Ensino, o mais importante é a liberdade de opções. Pelos modelos, pelos currículos, pela estrutura, pela forma, pelo conteúdo. Vivemos no modelo da era industrial, completamente obsoleto, que repele mais do que cativa. A mudança teria de ser tremenda, para acompanhar a evolução da nossa sociedade.
Se um dia algum dos meus filhos quiser ir para uma escola, vai. Sem qualquer impedimento da nossa parte. Por agora, o mais velho quando é abordado por alguém que lhe pergunta (como se eu e o meu companheiro fossemos uns alienados) “Não gostavas de ir para a escola, para brincar com muitos meninos”, ele diz “não. Eu gosto da escola em casa”.

 Se tiverem alguma dúvida sobre Educação Doméstica podem enviar email para:

ourpicturingdays@gmail.com

terça-feira, 5 de junho de 2018

O fast-fashion



Nunca fui de comprar muita roupa. Tenho a suficiente. Não tenho paciência para andar em lojas de roupa sou sincera, nem tão pouco nos saldos. Livrem-me dos amontoados de roupa por favor. No entanto, adoro ver roupa de criança. Perco-me a ver tanto roupa de menino como de menina (já repararam que o sector de menina é sempre o triplo da de menino certo?). Ultimamente tenho comprado roupa mais barata para as crianças, afinal, deixam de servir tão rápido... mas houve um post no blog Vinil e Purpurina que me chamou a atenção sobre o fast fashion.

Afinal, quem faz as nossas roupas?

 Como é possivel que uma tshit custe 1,75€? Onde há lucro nisso? Tem que se pagar o algodão, estampagem, acessórios, transporte e mão de obra. Como isso tudo vale 1,75€ e ainda ter lucro?

Já alguma vez pensaram que estas roupas que compramos e que por vezes ficam esquecidas no armário porque temos tantas outras possam ser feitas por trabalho escravo ou infantil? 

Quantas crianças passam o dia a trabalhar para que as nossas se vistam? 

Estive a ver o documentário "The True Cost" e não me sai da cabeça. Aconselho a todos a verem porque certamente a vossa visão em relação à moda e ao fast fashion vai mudar de certeza. 

Grandes marcas que usamos todos os dias como a Zara, H&M, Levis, Primark, Nike, etc., mandam fazer as roupas no Bangladesh. Existem 4 milhões de pessoas a trabalhar nas confecções no Bangladesh em condições miseráveis sem qualquer condição. Não existe ordenado mínimo e ganham uns míseros 3 dólares por dia sem horário estipulado e quem se atrever a se manifestar contra o patronato é possível que seja bastante agredido.  No documentário vemos Shima, uma funcionária das confecções que leva a filha para o trabalho. A fábrica é super quente e sem condições. Foi agredida por ter pedido melhor salário e decidiu deixar a filha na aldeia dos pais onde só a pode visitar uma ou duas vezes por ano. 

Em Deli, na Índia o algodão é vaporizado com pesticidas. A população circundante sofre de cancro entre outras doenças e não têm dinheiro para tratamentos, só para sobreviver o melhor que podem. Por isso é tão importante o algodão orgânico. Pergunto-me se a nossa própria roupa nos faz mal?

Apenas cerca de 10% das roupas doadas são reutilizadas sabiam? Os restantes 90% são depositados em aterros no Haiti ou China por exemplo. Roupas e roupas e mais roupas. Montanhas. Não são claro, biodegradáveis e acabam por libertar gases tóxicos nocivos ao meio ambiente e à saúde. Demoram cerca de 200 aos a desaparecer. 

A indústria dos curtumes na Índia liberta crómio nas águas que faz com que as pessoas fiquem bastante doentes com icterícia e cancro. Não têm meios para pagar tratamentos e vivem na miséria. 

O fast fashion faz com que nos sintamos satisfeitos com as compras que fazemos. Num instante parece que temos muito, mas quem ganha não somos nós, apenas os donos das marcas que estão mais que milionários. À custa desta gente que costura sangue, suor e lágrimas numa t-shirt de 1,75€ e não só. 

Quantas peças caras que vemos nas lojas são costuradas nas mesmas condições?...


Ao falar com algumas pessoas sobre o assunto disseram-me: e o que podemos fazer? Nada certo? 
Podemos. Podemos ver as etiquetas antes de comprar uma peça, podemos comprar roupa Made in Portugal que ainda existe em tantas lojas por essas ruas, podemos manifestar o nosso desagrado. Têm mais alguma sugestão?