quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O pós-parto

Quando regressei a casa a uma sexta feira ao final do dia estava bastante fragilizada psicologicamente. Não tínhamos o resultado do exame à Trissomia 21, estava exausta porque não dormía há dias e tinha anemia o que me limitava muito e para finalizar a recepção do Diogo não foi muito boa. Durante alguns dias o Diogo "regrediu" e comportou-se como tivesse dois anos novamente. Chorava por tudo e por nada, gritava, fazia imensas birras e tudo o que sabia que não podia fazer, ele fazia. Chorei. Chorei bastante. Zanguei-me com a minha mãe que insistia para eu não chorar... mas afinal quem consegue controlar o choro? Eu não. Tinha mesmo que chorar tudo para virar a página. 

No sábado na hora do jantar comecei a ficar com frio, tonturas,... e pensei que devia descansar. Miúdos a dormir fui-me deitar e o meu marido ficou na sala. Quando acordei não me conseguia mexer. Literalmente. Tinha uma dor tão tão tão forte nas mamas que não me conseguia virar na cama. Tinha dois pedregulhos no lugar das mamas que quem me conhece sabe que são enormes. Aliado a isto, febre. Estava com imensa frente. A ideia de ter mastite começou a assombrar-me e chamei pelo meu marido para me ajudar. Nada. Tinha adormecido que nem uma pedra na sala. Chamei, chamei, liguei para o telemóvel e ele a dormir. Coitado, estava exausto. 
Não sei como, fiz um esforço enorme para me levantar entre imensas lágrimas. A febre dava-me muitos arrepios e fazia-me doer as mamas ainda mais. Quando ele acordou finalmente ligou para o hospital e mandaram-me retirar o leite manualmente debaixo de água quente. Tive duas horas debaixo de água e não consegui tirar tudo. Depois disso, gelo em cima e fiz isto mais 3 ou 4 vezes. Água quente, mamar e logo a seguir gelo. 

Não conheci esta realidade com o Diogo.  No pós parto dele mal senti a subida do leite tirei logo de seguida e nunca tive problema. Já me tinham falado, que era horrível mas sinceramente achei exagero. Não é. Pode ser terrível... o parto não é custou tanto. 

A mulher tem que sofrer muito não? Ser mãe é muito especial. 

Foram primeiros dias de stress. Gente cá em casa, dores, o Diogo... mas já passou e a cada dia que passa estou melhor. Ainda com péssima cara mas melhor. 

7 comentários:

  1. Ui! Realmente assim é muito mau...
    Até agora (com 2 filhos e outro a caminho) não sei o que são contrações dolorosas, o que é subida de leite dolorosa... mas ainda vou a tempo, por isso nem quero falar muito no assunto... porque nunca senti nada muito doloroso, e sinceramente, dispenso essa parte... (é claro que se tiver que ser, que seja por bem!).
    As melhoras para ti e que corra tudo bem com os pequenos!
    O Diogo já está a "normalizar"? e a Maria?
    Beijinhos!

    ResponderEliminar
  2. Vais ver que ficas cada vez melhor, dizem que custa mas que vale por eles, os pequenos. Força querida**

    ResponderEliminar
  3. Lamento saber que não correu logo assim tão bem, mas tenho a certeza que daqui para a frente será sempre a melhorar! Que corra tudo bem!
    Bjs, CH
    Bonecas de Papel

    ResponderEliminar
  4. Tive um episódio parecido ao teu , no pós parto do mais novo também fiquei com as mamas - principalmente a esquerda assim , foi doloroso ...
    Vais ver que com o tempo tudo se há-de resolver , é uma questão de adaptação ... faz parte o choro, as birras , tudo . Mas ao contrário da tua mãe ( que se calhar só não sabe o que fazer ao ver-te sofrer ) aconselho-te a chorar sempre que te dê vontade , limpa a nossa alma .
    Beijinhos e que tudo corra bem :)

    ResponderEliminar
  5. Vai melhorar, muito gelo depois de dar de mamar, era o que eu fazia e resultou. Força

    ResponderEliminar
  6. Está a ser complicado mas melhores dias virão! Força e parabéns pela tua princesa :)

    ResponderEliminar
  7. O pós parto é algo muito difícil. Falando por mim, foram tempos difíceis, em que percebi que não podia dar de mamar e fiquei com mamas até ao pescoço, porque o leite era produzido mas pura e simplesmente não saía. Fiquei com mamas até ao pescoço, duras como tudo, nem os braços conseguia baixar como deve ser. Aliado a isso tudo, a presença de gente sempre cá em casa. Houve dias em que também chorei muito. Houve dias em que temi pela minha sanidade mental. E quando penso em ter um segundo filho, tenho medo que tudo se volte a repetir com a agravante de que nessa altura já serei mãe de uma menina que vai sentir a chegada do irmão/irmã e vou ter de me preocupar com o bem estar dela, assim como do meu.
    Espero que tudo esteja mais calmo por aí. Um grande beijinho*

    ResponderEliminar