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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Dr. Luís

Terça feira não fui trabalhar, pedi um dia de férias. 
Nesse dia tínhamos uma consulta marcada com a psicóloga e com o Dr. Luís, o novo pediatra. 
Quando lhe disse que íamos visitar a Clementina ficou muito contente e disse que queria brincar com os carrinhos dela. A ambulância, o carro da polícia e os bombeiros. 

Chegamos lá e ele foi directamente ao consultório, nem esperou que fosse chamado e ela já lá estava à espera dele. Falamos um pouco e depois apareceu o Dr. Luís. A cara do Diogo foi primeiro de assustado e depois de traído. Fez beicinho e começou a chorar quando tivemos que ir para o outro consultório. Voltamos para trás, a Clementina disse que ele não estava preparado. 

Começou a brincar e o Dr. Luís foi buscar o estetoscópio dele. Quando percebeu que o instrumento do doutor era mesmo real começaram a brincar os dois e o Diogo ouviu o próprio coração assim como o do Dr. Luís. Entre brincadeiras conseguiu fazer o check-up quase todo, só não quis forçá-lo a ser medido com a régua na maca (ele tem horror à maca) e ver os ouvidos. 

O Diogo está bem, crescido, no percentil 90 e é um metro de gente. 

- Diogo diz-me uma coisa, brincas pouco ou muito?
- Pouco.
- E fazes muitas ou poucochinhas asneiras?
- Poucochinhas. 
- Mamã, a receita que lhe passo é mais brincadeira.






sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Depois do banho:
- Diogo a mamã não tem pilinha como tu pois não?
- Não. Tens que comprar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

2ª Consulta


Hoje foi dia de ir à Dra. Clementina. 
Como na semana anterior cheguei primeiro e esperei pelo Diogo. Dei logo por ele tal eram os berros pelo corredor fora. Tantos bebés sossegados a dormir e lá vinha ele aflito. 

Desta vez correu melhor. Apesar do choro nos primeiros minutos. 
Levamos a malinha de médico, pois agora temos um Doutor em casa que gosta muito de ver os nossos ouvidos e dar-nos xarope. 

Ao inicio não ligou à mala, nem as caixinhas da doutora que tinham animais, aos carrinhos que eram uma ambulância, um carro da policia e um camião dos bombeiros. Estava aflito, queria ir embora. 
Então tal como na semana passada a doutora pegou nele e foi dar uma voltinha. Ele acalmou e conversou com ela. Disse que tinha medo e que dói. 

Voltou, veio para o meu colo e começou a brincar. Não ligou na mesma aos carros e aos animais (coisa que ele gosta bastante) e começou a brincar com a mala de médico. 

A Dra. Clementina disse o Diogo é um menino sem confiança e que é mesmo muito importante que as crianças com 3 anos brinquem ao faz de conta para deixarem de ter medos. É importante também que ajudem os pais nas tarefas porque a partir dos 4 anos já não o querem fazer e é mais complicado convence-los. Disse que era errado dar uma cozinha de brincas ás meninas e uma bancada de carpinteiro aos meninos. Um menino pode gostar de cozinhar e uma menina de pregar pregos. E o Diogo gosta da cozinha. Brincou hoje imenso tempo ao faz de conta na cozinha. 

Interagiu melhor, brincou e brincou com a Clementina. Veio embora feliz e quando eu estava à espera para pagar a consulta foi sozinho ao consultório, abraçou-a e deu-lhe um beijinho. A Dra. Clementina ficou mesmo muito feliz. E eu também. 
  



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Inicio da terapia

Ontem fomos até à Toys'R'us. O Diogo já começa a achar bastante piada à loja cheia de brinquedos e eu pessoalmente também adoro.
O nosso objectivo era comprar a mala de médico que a psicóloga sugeriu, já que a da Imaginarium (que eu acho imensa piada) está esgotada.
Estive para comprar na semana passada mas não comprei antes de falar com a Dra. Clementina. Para nossa surpresa está agora mais barata cerca de 9€!

O Diogo só percebeu que era para ele quando chegamos a casa e abri a embalagem. Começou logo a brincar e quando pegou no estetoscópio disse: "Não dói mamã!"

Amanhã é dia de irmos à segunda consulta.

- Gostas da Dra. Clementina?
- Sim!!
- Ela deu-te um doce, não foi?
- Sim, foi mamã!
- Queres ir lá falar com ela outra vez?
- Não.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

(nesta fotografia o Diogo tinha uma meia cedida pela mamã da Júlia, uma bebé que nasceu prematura e muito muito pequenina. O objectivo era que o Diogo não conseguisse tirar o cateter. Foi a única vez que ele não saiu e não teve que ser mais "torturado". Obrigada Júlia.)


Na passada quinta feira fomos à consulta com a Prof. Dra. Clementina.
A Dra. Clementina é psicóloga de bebés e fundadora da For Babies, um centro onde há aulas debaby sence (estimulação físca, multi-sensorial, emocional ecognitiva), ballet, ginástica, yoga, dança, artes plásticas... e consultas de psicologia. 

Podiamos ter ido à For Babies mas fomos antes ao Instituto Cuf do Porto onde a Dra. dá consultas todas as quintas-feiras de manhã e onde são também as consultas de pediatria do Diogo. Tinha lógica para nós, que ele enfrentasse o medo no local onde é assistido quando está doente. 

Cheguei primeiro que o Diogo. Ele foi lá ter com o pai e mal de viu começou a chorar. Piorou quando entrou no consultório. Durante 15 min. pediu para se ir embora ao mesmo tempo que soluçava com terror nos olhos. 

A Dra. tentou "comprá-lo" com brinquedos, sem sucesso. Com desenhos. Com uma bola. Até que percebeu que o melhor era mesmo abrir a porta para ele não se sentir preso. Foi aí que ele se acalmou... Sentiu que não estava preso. Não foi embora, ficou à porta a chamar por mim. Nesse momento a Dra. pegou nele ao colo com o consentimento dele, e foi passear pela área. Depois de lhe mostrar os consultórios veio para dentro, deixou a porta aberta e mostrou-lhe o computador. Captou a atenção dele de imediato. Sossegou ao ver os desenhos favoritos dele no youtube, o Pingu. 

Veio para o meu colo e ás vezes pedia para ir embora... mas sossegou. 

A Dra. Clementina começou por perguntar como tinha sido a gravidez, o parto e o pós parto até aos dias de hoje. Tanto para mim como para o Diogo. 

Explicamos tudo. O que ele passou no pós parto, as cólicas, o mau dormir até aos 8 meses... etc. E de facto a nossa teoria que parecia uma estupidez para a antiga pediatra, está correcta. Todo este trauma que envolve hospitais e médicos vem dos primeiros dias de vida do Diogo. Quando ele deveria estar com a mãe estava sozinho numa incubadora a ouvir barulhos estranhos e a ver imagens brancas. Sentiu-se sozinho e abandonado. Picaram-lhe os braços, as mãos as pernas e os pés para introduzirem um cateter. Foi uma brutalidade que nunca mais vou esquecer (e que sinceramente me dá arrepios ao pensar que ao ter outro filho possa acontecer o mesmo). 

O que fazer agora: mudar o horário da sesta, fazer com que durma para que se mantenha mais calmo e que a memória a longo prazo não fique prejudicada. Brincar ao faz de conta, fazer de conta que ele é um médico. 
Já encomendei 2 livros "O Diogo vai ao médico" e o "José vai ao médico" e vamos comprar também uma malinha de médico. Com a brincadeira vamos matar este medo.

Esta quinta-feira estaremos lá novamente. 



terça-feira, 29 de setembro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015







Ontem li estes três livros ao Diogo antes de irmos dormir.
O favorito dele é o Quiquiriqui. Adoro livros infantis. 
Antes perdia-me na fnac na secção de literatura portuguesa e estrangeira. Agora perco-me na secção infantil.
Gosto tanto de lhe ler histórias. E ele gosta de ouvir. 







domingo, 20 de setembro de 2015

Hoje foi a primeira aula de natação do Diogo.
Ele tem alguns medos, mas não tem medo da piscina.

O papá foi com ele e é com ele que irá sempre.

Quando saiu da água veio todo despachado na minha direcção já com o roupão vestido e disse:

"Mamã o Diogo gostou da piscina!"

"Que bom! Queres voltar?"

"Xiiiimmmmm!"


sábado, 19 de setembro de 2015

Os primeiros dias do Diogo fora da barriga da mãe não foram fáceis. Esteve rodeado de médicos durante uma semana e constantemente a ser picado porque o cateter teimava em sair do sítio. Lembro-me perfeitamente de estar numa sala com ele e dois enfermeiros em que ambos demoraram 1h para encontrarem uma veia.... foi absolutamente terrível. O pai entrava e saía da sala já com suores frios. Os enfermeiros não desistiam e a criança chorava chorava chorava. Nunca mais esquecerei.

Desde aí foi algumas vezes ao médico. Primeiro para ter alta definitiva e depois por causa de algumas bronquiolites que apareciam normalmente quando a estação mudava.

Chorou sempre e cada vez piorou mais. A pediatra não era a maior dos amores e nunca tentou uma aproximação com ele.
O Diogo hoje fica verdadeiramente aterrorizado com a presença de médicos ou até pessoas vestidas de branco. Agora que fala diz-me que lhe vão fazer mal.

Na ultima consulta não gostei da atitude da pediatra. Disse que a culpa era dos pais. Que tínhamos que fazer com que ele se portasse bem. Tentei explicar que ele é assim só e apenas no hospital. Os olhos dele enchem-se de medo e chora tanto tanto que o hospital inteiro deve ouvir. Ele não é assim.

Procurei outro pediatra. A minha irmã aconselhou-me um que é um amor e fomos lá com ele. Mal entrou no hospital (diferente do anterior) percebeu de imediato que ia ao médico. Disse logo que queria ir embora.

Mal viu o pediatra fez uma cara de terror. Como se visse algum tipo de monstro com dentes afiados. Começou a chorar e foi a correr para a porta para fugir dali. Só dizia "vamos embora! vamos embora!!!" entre gritos e choro desesperados.

O pediatra tentou falar com ele mas sem sucesso. Então pediu para falar connosco em privado e disse que claramente o Diogo tem um trauma e entra em pânico na presença de médicos.

A solução será ir com ele a uma psicóloga e foi-nos aconselhada a Dra. Clementinha da For Babies.
Disse que a Dra Clementina é excepcional nestes casos e que nos irá ajudar.

Nunca nos ninguém tinha dado esta opinião... diziam sempre que era mimo dos pais. Mas não é acreditem. O meu filho não é assim. É um menino alegre, sociável e que claro, como tantos outros tem as suas birras... mas nada assim.

Espero que a Dra. Clementina ajude o nosso "bebé".



Enquanto isso, vou pesquisando livros para ajudar a ultrapassar este trauma escondido la no fundinho do coração do Diogo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015



E pronto. O primeiro guarda-chuva. Fomos à Tiger e o rapaz adorou o novo acessório... tanto que tive que o esconder de fininho senão corríamos o sério risco de querer dormir com ele. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

As férias de verão já acabaram. Está no ar aquele cheirinho "Regresso ás aulas". Sinto-me sempre nostálgica nesta época. Era altura de encapar os livros e decorar os cadernos de capa preta com recortes que eu fazia com o máximo cuidado. Os professores adoravam os meus cadernos. Cada um tinha a sua decoração. Tenho saudades de andar de capa cheia de desenhos lá dentro e material de pintura. De chegar a casa e enrolar-me no sofá a ver as séries até o jantar estar pronto. As únicas preocupações que tinha era não tirar nega. 

Foram boas as férias. 15 dias offline. Desliguei o telemóvel do trabalho, o e-mail e pé ao caminho para o Algarve. 
Foi para estar verdadeiramente de papo para o ar.

No caminho paramos no Alentejo para dormir e no dia seguinte de manhã chegamos a Olhos d'Água. Adoro ir ao Algarve. Não gosto da confusão e por isso vamos em Setembro. 














Ao regressarmos paramos no Manjar do Marquês, uma paragem obrigatória.
O Diogo deliciou-se com o arroz de tomate e os panados, o prato favorito dele. Depois adormeceu. Só acordou no Porto. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

3º Aniversário

O tema deste ano para o aniversário do Diogo foi "A Quinta".
Os preparativos começaram sábado de manhã. Graças à bimby consegui descansar um pouco a coluna que me tem doído imenso... mesmo assim tive que dormir com uma botija de água quente encostada às costas.


Enquanto isso o Diogo adormeceu a ver tv e agarrado ao pianinho que o tio foi desencantar dos arrumos (e que faz um barulho estridente!!!)


O bolo ficou pronto já ao final do dia... deu muito trabalhinho porque não sou profissional... mas foi feito com muito amor!



Bolo de ananás, tarte delícia de côco e delicia de chocolate! 
Decorei a mesa com fotografias do pequenote e com pormenores de animais da quinta e frutos. 

Torta de frutos vermelhos, tarte de nata, tarte de amêndoa e massa folhada com quadradinhos de chocolate. 



Com o stress todo não tirei fotografias ao terraço onde estavam os salgados. Estava sempre a chover e tivemos que ficar um pouco apertados dentro de casa... mas correu tudo bem.

O Diogo a dada altura stressou um pouco. Começou a ficar nervoso com tanto barulho e com as crianças todas em cima dele. Por norma ele passa os dias sossegado a brincar com as coisas dele. Não está habituado à confusão. Começou a chorar. Depois passou. 

Fiquei o dia seguinte em casa, segunda feira para arrumar e limpar tudo e claro... montar os presentes. 

O meu rapaz está enorme. Ainda há pouco tempo era uma bolinha pequenina. 






terça-feira, 11 de agosto de 2015



Este ano por causa do trabalho não tive muito tempo para planear a festa do Diogo e até está a calhar tudo muito bem. Não sou profissional mas estou a adorar fazer bonequinhos (uma vaca, um coelho, uma galinha, pintinhos, patos e porquinhos) em massa americana para decorar o bolo juntamente com o tractor em cima. 

Peguei no computador e sem pensar muito comecei a fazer decorações e tudo se compôs. 
Provavelmente para o ano o rapazola já vai pedir ele um tema e decerto será um super herói! 

Este ano já diz "é para a festa do Diiiooogo!"e está todo contente porque vai ter uma festa dedicada a ele. É mesmo bom vê-lo feliz! 

Gosto de fazer tudo ao pormenor... não sou de servir um bolo e um pacote de batatas fritas e já está! Devo ter tido uma ou duas festas quando era criança, não me lembro bem... por isso se calhar queira e tenha imenso prazer em organizar festas bonitas para o meu filho. 

... tenho que aproveitar, daqui a uns anos vai querer ir ao McDonalds com os amigos!





sábado, 8 de agosto de 2015



Esta semana o Diogo tem acordado todos dias de madrugada. Anda com os sonos trocados. Dorme na praia uns bons sonos (que inveja...) e durante a madrugada acorda com a energia no auge. Com isso ando cansada e com olheiras até ao umbigo.

Hoje eram quase 6h quando acordou a chorar mesmo desesperado e a dizer "quero coca colaaaaaaaa, quero coca coolaaaaaaa!". Ele nunca bebeu coca cola. 


terça-feira, 4 de agosto de 2015

    

Ás vezes gostava de ser pequenina outra vez. 
Gosto de o observar a brincar. De imaginar o que ele está a pensar.
Acalma-me. Relaxa-me. Desligo-me do resto do mundo e dos problemas e volto atrás. Parece que foi ontem que depois do almoço ia para o pátio, para um canto especifico (ainda hoje faço isso: vou sempre à mesma casa de banho, sento-me sempre na mesma cadeira no refeitório e em casa, durmo sempre no mesmo lado da cama), e brincava a tarde toda. Nem me lembrava que deveria comer entretanto. 

Hoje não imagino a minha vida sem o meu filho. Suga-nos o tempo é certo. Vivemos para trabalhar e dar-lhes o nosso tempo restante. Mas é bom. É muito bom. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015



Já passou o fim de semana. Já sinto saudades. Sempre que o levo à segunda-feira de manhã para avó sinto-me nostálgica. Um pouquinho triste e ao mesmo tempo muito feliz. 

Sábado. Almoçamos na avó, fomos ao evento que o pai organizou para os meninos do clube de futebol onde ele treina, brincamos com os carrinhos, com a plasticina, com a piscina mesmo sem água. Fomos jantar com a madrinha, a minha irmã, e o primo.

No domingo estava tão cansado mas mesmo assim acordou ás 7h30 e adormeceu na hora do almoço. Almoçamos muito tarde à beira mar. Fomos ver avó outra vez e voltamos para casa.